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  EVENTOS ANIPLA: EVENTOS E ACÇÕES DE SENSIBILIZAÇÃO E FORMAÇÃO
       
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:: CAMPANHA DE SENSIBILIZAÇÃO JUNTO DAS UNIVERSIDADES E ESCOLAS SUPERIORES AGRÁRIAS

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:: ENCONTRO INTERNO "SISTEMAS DE RECOLHA E GESTÃO DE EMBALAGENS DE PRODUTOS FITOFARMACÊUTICOS EM FRANÇA E ESPANHA"

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    :: SIMPÓSIO ANIPLA "AGRICULTURA EM TEMPO DE MUDANÇA" - HOTEL AL FOZ
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    :: ENCONTRO INTERNO "RPE - CONSELHEIROS DE SEGURANÇA"
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Campanha de Sensibilização junto das Universidades e Escolas Superiores Agrárias - 2002/2003

A ANIPLA, através da Comissão de Produção Integrada, desenvolveu uma campanha de sensibilização junto das Universidades e Escolas Superiores Agrárias tendo como objectivo dar a conhecer o papel da Indústria Fitofarmacêutica no desenvolvimento das práticas de Protecção e Produção Integradas, enquanto tecnologias destinadas a garantir a Segurança Alimentar.

Considerando que os actuais estudantes de Engenharia Agrícola, Ambiente, Agro-alimentar e áreas afins, serão os futuros técnicos e agricultores do nosso país, entendemos ser de extrema relevância a transmissão da informação que nos propomos realizar numa palestra sobre "Agricultura Sustentável - Segurança Alimentar".

Após formalizado o pedido de colaboração com as diversas Escolas e Universidades cujos Cursos se encontram ligados à Agricultura, a Campanha decorreu no período entre Novembro de 2002 e Maio de 2003.

Nas várias Universidades e Escolas Superiores Agrárias onde se desenvolveram as palestras a ANIPLA foi atentamente ouvida por todos os participantes tendo a nossa presença suscitado interessantes debates sobre temas relacionados com a comunicação, dos quais destacamos:

- Futuro e consistência da prática da protecção integrada em Portugal;
-

Segurança dos alimentos:

- Certificação dos produtos;
- Limites máximos de resíduos;
- Deficiente informação que chega ao consumidor;
- Futuro dos produtos fitofarmacêuticos;
- Gestão de embalagens vazias de produtos fitofarmacêuticos;
Através da informação transmitida, a documentação entregue e a constante disponibilidade da ANIPLA para informar, colaborar e esclarecer foi possível estreitar as já existentes relações entre a Indústria e a Universidade.
   
 
Sistemas de Recolha e Gestão de Embalagens de Produtos Fitofarmacêuticos em França e Espanha

3 de Dezembro de 2003
Enquadrado na actual problemática da Gestão de Embalagens de Produtos Fitofarmacêuticos e no seguimento das diversas reuniões que se têm realizado entre a ANIPLA e outras entidades das quais se destacam os Ministérios da Agricultura e Ambiente, torna-se necessário criar um sistema de gestão de embalagens alternativo em Portugal. Neste âmbito, e tendo conhecimento de que já existem, noutros países, sistemas de recolha implantados, a ANIPLA entendeu ser necessário promover uma reunião entre algumas entidades envolvidas nesta problemática, convidando para o debate 2 técnicos responsáveis de sistemas de gestão de embalagens de produtos fitofarmacêuticos já a funcionar em Espanha e em França, Rócio Pastor e Pierre de Lépinau, respectivamente.

Assim, no dia 3 de Dezembro de 2003, realizou-se no auditório da CAP (em Lisboa), uma reunião entre várias entidades nacionais, representantes dos Ministérios da Agricultura e Ambiente e os dois técnicos estrangeiros convidados.

As comunicações foram sucedidas por um animado debate e troca de impressões sobre os sistemas implantados em Espanha e França.

   
 
Simpósio Anipla "Agricultura em Tempo de Mudança" Hotel Al Foz, Alcochete
26 e 27 de Nov. de 2003
EMPRESAS ASSOCIADAS:
AGROQUISA, AGROQUÍMICOS, S.A.; BAYER CROPSCIENCE PORTUGAL, LDA; BASF ESPAÑOLA, S.A.; DOW AGROSCIENCES IBÉRICA, S.A.; DU PONT PORTUGAL, LDA; FITOQUÍMICA, LDA; MONSANTO II, LDA; NUFARM PORTUGAL, LDA; SAPEC, PROTECÇÃO DAS CULTURAS, S.A.; SELECTIS, S.A.; SYGENTA CROP PROTECTION, LDA

OBJECTIVO
A mudança, sempre inerente à evolução e desenvolvimento dos vários sectores da economia, tornou-se uma constante num mundo em que Tecnologia e Ambiente crescem lado a lado.
O objectivo deste simpósio foi criar um espaço de informação e debate, que permita clarificar a forma como as várias áreas do Sector agrícola se irão adaptar ou antecipar às mudanças que se vivem e se avizinham num futuro muito próximo.

DESTINATÁRIOS
Entidades Oficiais; Associadas da ANIPLA; Distribuidores; Organizações de Agricultores; Universidades; Indústria Agro-alimentar; Grande Distribuição, etc.

PROGRAMA
26 DE NOVEMBRO DE 2003
   
9h30/10h00 Entrega de Documentação;
   
ABERTURA
Política Agrícola Comum
10h00/10h15 Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural -
Prof. Dr. Fernando Bianchi de Aguiar
10h15/10h35 Director Geral da DGPC - Engº São Simão de Carvalho;
10h35/10h55 Presidente da ANIPLA - Engº António Saraiva;
10h55/11h15 Café/Painéis
   
TEMA - Novas Tecnologias de Produção
Moderador - Engº Jorge Castro (Direcção ANIPLA)
 
11h15/11h40 "A Protecção Integrada na Europa"
Comissão de Produção Integrada da ANIPLA
11h40/12h00 "Agricultura de Conservação"
Engº Mário de Carvalho - Universidade de Évora;
12h00/12h20
"Biotecnologia em Portugal"
Engª Fátima Quedas - Centro de Informação em Biotecnologia
12h20/12h40 "Alqueva - Novas Oportunidades"
Engº José Filipe Santos - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva ;
12h40/13h00 Debate
13h00/14h30 Almoço
   
TEMA - Segurança Alimentar I
Moderador - Engº Luis Saramago (Direcção ANIPLA)
   
14h30/14h50

"Alimentos Seguros Numa Agricultura Sustentável"
Comissão Técnica de Homologação da ANIPLA;

14h50/15h10 "Produção Agrícola"
Engª Carla Miranda - Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste
15h10/15h30 "Transformação e Comercialização de Produtos Agrícolas"
Engª Eunice Teles da Silva - Fomento da Indústria do Tomate
15h30/15h50 "Certificação de Produtos Agrícolas"
Engº António Mantas - Sativa;
15h50/16h10 Debate
16h10/16h30 Café/Paineis
   
TEMA - Segurança Alimentar II
Moderador - Engº Isidoro Paiva (ANIPLA)
   
16h30/16h50 "Harmonização Europeia de Limites Máximos de Resíduos - Importação/Exportação"
Engª Maria Beatriz Barata - D. G. de Protecção das Culturas;
16h50/17h10 "Comercialização de Produtos Agrícolas nos Hipermercados" -
Engº Rui Matias - Modelo Continente Hipermercados
17h10/17h30 "Fiscalização de Produtos Agro-alimentares"
Engª Madre de Deus Sousa- D. G. Da Fiscalização e Controlo da Qualidade Alimentar;
17h30/18h00 Debate
 
27 DE NOVEMBRO
TEMA - Indústria Fitofarmacêutica-Distribuição Comercialização e Gestão de Embalagens
Moderador - Engº J. M. Rodrigues Lopes (Direcção ANIPLA)
   
09h30/09h50 "Projecto de Decreto Lei - Redução do risco nos circuitos comerciais e na aplicação de produtos fitofarmacêuticos"
Engº Edwin Fernandes - D. G. Protecção das Culturas
09h50/10h10 "Formulação, Embalamento e Armazenamento P. Fitofarmacêuticos"
Comissão de Produção e Logística da ANIPLA;
10h10/10h30 "Recolha de Embalagens Vazias de P. Fitofarmacêuticos/Projecto Piloto"
Comissão de Gestão de Embalagens Usadas da ANIPLA;
10h30/10h50 "Gestão de Resíduos em Portugal"
Engª Isabel Andrade - Instituto de Resíduos;
10h50/11h10 Debate
11h10/11h30 Café/Painéis
   
Encerramento
11h30/11h50 "Qualidade e Segurança Alimentar em Portugal"
Dra. Isabel Meirelles - Agência para a Qualidade e Seg. Alimentar
11h50/12h10 "Encerramento"
Engº António Saraiva - Presidente da ANIPLA
 
CONCLUSÕES
 
Secretário de Estado do Desenv. Rural - Dr. Bianchi de Aguiar ; Presidente da ANIIPLA – Engº António Saraiva; Director Geral da DGPC- Engº São Simão de Carvalho   CPI ANIPLA: Engº Vasconcelos duarte; CBI: Engª Fátima Quedas; Direcção ANIPLA: Engº Jorge Castro; Univ. Évora: Engº Mário de Carvalho; EDIA: Engº José Filipe Santos   CTH ANIPLA: Engª Clara Serrano; FIT: Engª Eunice T. Silva; Dir. ANIPLA: Engº Luís Saramago; AIPHO: Engª Carla Miranda; Sativa: Engº António Mantas
Foto 1
  Foto 2   Foto 3
DGPC: Engª Beatriz Barata; ANIPLA: Engº Isidoro Paiva; DGFCQA: Engª Madre de Deus Sousa; SONAE: Engº Rui Matias   CGEU ANIPLA: Engº Lopes Dias; INR: Engª Isabel Andrade; Dir. ANIPLA: Engº Rodrigues Lopes; DGPC: Engº Edwin fernandes; CPL ANIPLA: Engº Armando Murta   Presidente da AQSA: Engª Isabel Meirelles; Presidente da ANIPLA: Engº António Saraiva
Foto 4   Foto 5   Foto 6
         
O Simpósio “Agricultura em Tempo de Mudança, realizado pela ANIPLA nos dias 26 e 27 de Novembro de 2003 no Hotel Al Foz, em Alcochete, contou com a presença de 185 representantes da Indústria, entidades oficiais, agricultores, técnicos, distribuidores, Universidades e outros agentes que de alguma forma se relacionam, com o sector agrícola em Portugal.

Os temas, cuidadosamente seleccionados de acordo com o que a Indústria julga serem as maiores preocupações actuais, foram ilustrados com interessantes comunicações apresentadas pelo distinto grupo de oradores convidados. O objectivo de dar a conhecer a todos os participantes a forma como as várias áreas do sector agrícola se irão adaptar ou antecipar às mudanças que se vivem e que se avizinham num futuro muito próximo, foi globalmente atingido.

No dia e meio de sessões que constituíram o Simpósio foram abordados diversos assuntos que deverão ser considerados como vectores de mudança em Portugal.
A temática da Política Agrícola Comum, pela sua abrangência quer em termos políticos quer em termos económicos foi o tema escolhido para iniciar os trabalhos. Para além dos traços gerais da sua revisão, apresentados pelo Senhor Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Dr. Bianchi de Aguiar, foram abordadas com mais detalhe as actuais preocupações do Ministério da Agricultura em relação à Homologação de produtos fitofarmacêuticos em Portugal, mais concretamente a necessidade de reduzir a complexidade administrativa e os eventuais atrasos na entrada, em Portugal, de novos produtos em relação a outros Estados Membros. Foi ainda referido o importante passo dado na última cimeira ibérica relativamente ao reconhecimento mútuo das avaliações entre Espanha e Portugal.

 
NOVAS TECNOLOGIAS DE PRODUÇÃO
No que respeita às Novas Tecnologias de Produção, foram apresentados alguns dos métodos de produção inerentes a uma agricultura que se quer económica e ambientalmente sustentável. Passado em revista o panorama da Protecção Integrada na Europa, com maior destaque para os países do Mediterrâneo, foi possível ter conhecimento de que apesar da sua reconhecida consolidação em Portugal, esta se encontra envolta numa multiplicidade de critérios nos restantes países europeus.

A Agricultura de conservação trouxe-nos pistas sobre o modo de melhorar os solos e de contribuir para a sua conservação. É absolutamente essencial que os agricultores e os políticos se consciencializem da necessidade de agir de forma a evitar os problemas e não, como se tem assistido a reagir na tentativa da sua resolução.

Quanto a Biotecnologia, o “Fumo Branco” na Europa parece estar agora dependente das regras de coexistência das espécies.

A existência da Barragem do Alqueva irá com toda a certeza proporcionar mudanças ao nível agrícola e ambiental na zona. Em 2025, quando os 110,000 ha de regadio do Alqueva estiverem a funcionar em pleno, será que algumas das espécies cultivadas para biocombustível serão geneticamente modificadas? Tivemos conhecimento que interessantes projectos poderão nascer ao abrigo do maior lago artificial da Europa.

 
SEGURANÇA ALIMENTAR
O Tema da Segurança Alimentar, preocupação de todos os intervenientes na cadeia alimentar, foi abordado nas suas mais diversas perspectivas tendo como objectivo fazer chegar ao consumidor, cada vez mais exigente com a sua segurança alimentar, alimentos seguros e saudáveis.
Ao nível da Indústria Fitofarmacêutica, a investigação e desenvolvimento de novas soluções, bem como a correcta utilização, segura e eficaz dos seus produtos é resultado do seu empenhamento em contribuir para a satisfação das necessidades alimentares actuais sem comprometer recursos e a capacidade produtiva de futuras gerações.

Na produção agrícola, aqui representada pela Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste, está implícita a preocupação constante em termos de segurança alimentar da fileira hortícola, que tratando-se de produtos perecíveis, maioritariamente consumidos em fresco, terá que ser alvo de uma atenção redobrada. É necessário dar ao agricultor oportunidade de produzir em segurança utilizando correctamente as substâncias activas homologadas para o efeito e sempre que possível integrá-las com outros métodos de produção. Dos vários desafios agendados ao nível da fileira hortícola destaca-se a implementação da rastreabilidade nas unidades de comercialização e a criação de uma marca regional para os produtos hortícolas de excelente qualidade.

O consumo de produtos transformados requer uma relação estreita e de confiança entre o agricultor e a indústria transformadora. De acordo com a indústria do tomate, a exigência destes últimos relativamente à selecção da matéria prima que utilizam, permite-lhes apresentar aos consumidores produtos de qualidade. A escolha de técnicas de cultivo, dos terrenos e das variedades a plantar são essenciais.


Como assegurar a qualidade e segurança dos alimentos? Através de empresas de certificação de produtos como a Sativa, cuja actividade, independente e devidamente acreditada pela Norma EN 54011, tem como base os referenciais técnicos ao longo de toda a cadeia dos produtos, através de visitas de inspecção ao campo e restantes instalações agrícolas. Por detrás de um selo de certificação existe um extenso trabalho ambiental e socialmente responsável. No entanto, é certo que o trabalho de empresas de certificação ficará mais facilitado no que respeita à observação dos LMR’s, assim que se proceda à sua harmonização europeia.

O estabelecimento dos Limites Máximos de Resíduos (LMR’s) de produtos fitofarmacêuticos em produtos agrícolas é uma prioridade actual e visa essencialmente:

- Salvaguardar a saúde do consumidor no que respeita à ingestão de resíduos de produtos fitofarmacêuticos nos alimentos;
- Viabilizar e controlar as práticas fitossanitárias autorizadas, necessárias para a protecção das culturas.
De acordo com a Direcção Geral de Protecção das Culturas, o objectivo desta revisão será, entre outros, num futuro próximo, que o estabelecimento dos LMR’s seja efectuado apenas a nível comunitário. Esta situação será vantajosa no que respeita à eliminação de barreiras comerciais devidas à existência de LMR’s variáveis de país para país e a consequente maior liberdade de circulação de produtos agrícolas no espaço comunitário.

A proximidade das grandes superfícies em relação ao consumidor, permite-lhes avaliar de forma mais directa os hábitos e as preferências dos consumidores e dar pistas à produção sobre quais os produtos mais procurados. De forma a atingir com maior eficácia as necessidades e preferências do consumidor, a Modelo e Continente Hipermercados pauta-se por ter criado a sua própria associação de produtores. O objectivo é poder orientar e controlar de forma mais directa as produções, posteriormente comercializadas, de forma diferenciada, nas suas instalações, bem como poderem optar por métodos de produção, que entendam ir de encontro às exigências impostas pelo consumidor.

Mas todas estas preocupações não fazem sentido se não existir uma fiscalização eficaz dos alimentos. A Direcção Geral de Fiscalização e Controlo da Qualidade Alimentar é a entidade responsável por esta fiscalização. A inspecção efectuada pela DGFCQA é feita de forma aleatória pelo país e são aplicadas coimas às entidades responsáveis pela não conformidade dos produtos. Esta fiscalização tem o apoio da DGPC no que respeita à realização de análises específicas aos alimentos.

 
INDÚSTRIA FITOFARMACÊUTICA
DISTRIBUIÇÃO, COMERCIALIZAÇÃO E GESTÃO DE EMBALAGENS
Inseridas neste tema, foram apresentadas comunicações que protagonizam uma visível mudança nesta área complexa e carenciada em termos legislativos.
O circuito dos produtos fitofarmacêuticos, desde a sua colocação no mercado até à sua venda ao utilizador final não se encontra adequadamente enquadrado pela legislação existente. Esta necessidade levou a Direcção Geral de Protecção das Culturas, em conjunto com outras entidades do Sector, a redigir um Decreto-Lei, que se encontra ainda em fase de projecto, que visa essencialmente preencher lacunas extremamente importantes no quadro legal e, desta maneira, completar o espectro legal de enquadramento das actividades envolvendo produtos fitofarmacêuticos desde a sua colocação no mercado até à aplicação. Este Decreto introduzirá novos critérios de regulamentação na área de comercialização e aplicação de produtos fitofarmacêuticos. A formação, já a decorrer, e a fiscalização serão aspectos-chave para a implementação, com êxito, desta legislação e para a sua tradução em memorandos efectivos neste sector.

A actividade de formulação, armazenamento e embalamento dos produtos requer um rigoroso cumprimento da legislação em vigor relativa à Segurança, Ambiente e saúde Ocupacional. Todas estas fases, da responsabilidade da área industrial, são acompanhadas de uma extrema exigência em termos de cumprimento de normas e boas práticas industriais, de modo a conseguir produtos eficazes e seguros.

Considerada como uma das prioridades actuais da Indústria Fitofarmacêutica, temos o problema da gestão de embalagens utilizadas deste tipo de produtos. A utilização de P. Fitofarmacêuticos gera embalagens vazias para as quais é absolutamente necessário criar um sistema de recolha. Sobre este tema a ANIPLA já deu os primeiros passos com a realização de um projecto piloto numa zona restrita da área do Oeste, envolvendo 4 distribuidores que participaram nesta importante acção. Considerado como o embrião de sistema que terá que crescer e tomar forma nacional, a Anipla encontra-se já, em conjunto com outras entidades actuantes neste sector, a estudar a implementação de um sistema integrado de recolha de embalagens vazias de produtos fitofarmacêuticos e eventualmente de outro tipo de resíduos provenientes da actividade agrícola, que passo a passo irá cobrir todo o território nacional.

 
AGÊNCIA PARA A QUALIDADE E SEGURANÇA ALIMENTAR
A visível crescente complexidade da cadeia alimentar e a livre circulação de géneros alimentícios no mercado único, tornou necessário aplicar os princípios da reflexão feita ao nível do Livro Branco sobre Segurança dos alimentos, da Comissão Europeia, com o intuito de alcançar um nível de protecção da saúde o mais elevado possível. Princípios para uma política alimentar mais coerente e transparente, com uma abordagem global e integrada ao longo de toda a cadeia alimentar, rastreabilidade dos alimentos e dos respectivos ingredientes e onde a análise de risco constitui a base da política de segurança alimentar.

A Agência para a Qualidade e Segurança Alimentar, surge em Portugal, com o objectivo de cumprir o desiderato nacional e comunitário da segurança alimentar, de modo a restaurar a confiança dos consumidores, estabelecendo elos de confiança inquebráveis ao longo de toda a cadeia alimentar.
Este organismo, tutelado organicamente, de forma equidistante da produção e do consumo, tem um carácter eminentemente científico, e coopera com universidades, organismos de investigação e laboratórios de referência e tem um intercâmbio de informações com outras entidades congéneres, em particular com a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, cujo trabalhos segue.
 
ENCERRAMENTO
A interferência da sociedade europeia na actividade agrícola traduzida na Nova Política Agrícola Comum lança ainda mais questões sobre o futuro quando nos aproximamos do alargamento. A obtenção de produtos agrícolas e seus transformados tem cada vez mais intervenientes: não só aqueles que actuam directamente no processo produtivo mas também aqueles que regulam esta actividade.

Não existe dúvida que a mudança, inerente ao processo evolutivo e desenvolvimento dos vários sectores da economia se tornou numa constante. Se é verdade que algumas áreas do Sector agrícola se encontram ainda a viver a adaptação à mudança, também o é que outras já se encontram a traçar novas alterações perspectivando um futuro viável em que Tecnologia e Ambiente crescem lado a lado. E esta escada de evolução só é visível promovendo espaços de encontro e confronto entre todos os intervenientes.
 
AGRADECIMENTOS
A ANIPLA gostaria de agradecer a todos os oradores que se disponibilizaram para, em conjunto connosco, tornar possível este Simpósio e cujo conteúdo das comunicações enriqueceu os conhecimentos de todos nós relativamente às mudanças na nossa agricultura.
Destacamos ainda e agradecemos o trabalho desenvolvido pelas comissões de trabalho da ANIPLA na preparação das apresentações e sugestão para a composição das sessões, bem como ao Engº Paulo Cruz e Dra. Mónica Onofre pela organização deste simpósio.
 
   
 
Encontro Interno "RPE - Conselheiros de Segurança" - Novembro de 2003
 
Realizado a 5 de Novembro de 2003, no Hotel Solar Palmeiras em Paço de Arcos, o encontro sobre Transporte de Mercadorias Perigosas contou com a presença de 35 técnicos das nossas empresas associadas. Dada a especificidade do tema do Encontro, consideramos extremamente positiva a adesão verificada.

A convite da ANIPLA, foram apresentadas 3 comunicações que no seu conjunto fecharam o ciclo de informação necessário à nossa área:
A primeira comunicação, apresentada pela Sra. Engª Luísa Costa da Direcção Geral de Transportes Terrestres, aprofundou o tema do ADR/RPE e sua actualização, da qual destacamos o conteúdo referente à filosofia da nova estrutura do ADR:
  Parte 1 - Disposições Gerais;
  Parte 2 - Classificação;
  Parte 3 - Lista de mercadorias perigosas;
  Parte 4 - Utilização de embalagens, dos grandes recipientes para granel, das cisternas, dos contentores e dos veículos,
  Parte 5 - Procedimentos de expedição;
  Parte 6 - Construção e ensaio das embalagens, dos grandes recipientes para granel e das cisternas;
  Parte 7 - Condições de transporte, carregamento, descarga e manuseamento;
  Parte 8 - Condições de transporte, carregamento, descarga e manuseamento;
  Parte 9 - Condições de transporte, carregamento, descarga e manuseamento;
     
O princípio base de reestruturação foi o de facilitar o trabalho dos utilizadores. Os temas encontram-se devidamente sectorizados, sendo por isso possível aceder mais rapidamente à informação pretendida, de acordo com a actividade do utilizador. Cada grupo de utilizador do ADR terá de conhecer bem, pelo menos, uma parte ou um capítulo, sendo as Disposições Gerais (parte 1) e a Lista das Mercadorias Perigosas(parte 3) necessárias para todos os utilizadores. Relativamente à actividade que cada utilizador tem, podemos agrupá-las da seguinte forma:
  - Enchedores e utilizadores de embalagens e cisternas – parte 4 do ADR;
- Enchedores e utilizadores de embalagens e cisternas – parte 4 do ADR;
- Expedidores de mercadorias perigosas – parte 5 do ADR;
- Construtores das embalagens e das cisternas – parte 6 do ADR;
- Carregadores de mercadorias perigosas – Parte 7 do ADR;
- Transportadores rodoviários – Parte 8 do ADR;
- Transportadores rodoviários – Parte 8 do ADR;
     
As principais diferenças entre o antigo e o actual ADR e o são as seguintes:
 
- Foi abandonada a organização das normas segundo a sistemática dos marginais, introduzindo-se a sistemática de secções, subsecções e parágrafos dentro de cada capítulo.
- A numeração das matérias passa a ser o sistema UN para todos os modos de transporte, tendo sido afastado o sistema dos “números de enumeração” para cada matéria ou conjunto de matérias interior das classes;
- Foram introduzidos, no interior de cada classe, os “códigos de classificação”;
- Todas as disposições de embalagem passam a ser sistematizadas em “instruções de embalagem”;
- Foram criados os “códigos-cisterna”, e a sua hierarquia, os quais passarão a ser mencionados no certificado de aprovação dos veículos-cisterna;
- Ficam definidas no ADR as obrigações dos intervenientes nas operações de transporte de mercadorias perigosas;
- São incorporadas as disposições comunitárias sobre os conselheiros de segurança, que passam a ser também aplicáveis aos restantes países do ADR a partir de 2003.
     
Mantém-se no ADR reestruturado  as seguintes exigências previstas no ADR/99, designadamente:
  - Aprovação das embalagens e cisternas;
- Documentação de transporte;
- Sinalização do veículo;
- Equipamento de Segurança

No que respeita ao tema dos Conselheiros de Segurança, comunicação apresentada pelo Sr. Engº Paulo Camacho, representante da ANCOS (Associação Nacional dos Conselheiros de Segurança), foram descritas as principais tarefas afectas a esta actividade. Ficou bem claro que a existência de um Conselheiro de Segurança é fundamental na estrutura interna das empresas ligadas ao manuseamento, Embalagem, Rotulagem, Estiva, Enchimento, Carga e Descarga, Acondicionamento e Transporte de Matérias Perigosas.

Apesar de em Portugal a figura do Conselheiro de Segurança não fazer ainda parte integrante da vida quotidiana das empresas, existe um esforço continuado da parte das entidades oficiais, das próprias empresas e dos profissionais certificados para acelerar esse processo. A comprovar esta atitude temos a criação de uma Associação profissional, muito recente – Associação Nacional dos Conselheiros de Segurança (ANCOS), que tem como principais objectivos a promoção, defesa e dignificação da classe profissional dos Conselheiros de Segurança. A ANCOS pretende ainda criar um Código Deontológico; promover uma bolsa de Intercâmbio entre conselheiros de segurança e estabelecer canais de comunicação activos com entidades responsáveis e associações afins.
 
A última comunicação apresentada pelo Engº Rui Pacheco, da Bayer, permitiu-nos ter uma visão global da aplicação prática do ADR/RPE na classificação dos produtos fitofarmacêuticos. Para além dos exemplos práticos apresentados, a presente comunicação aprofunda as àreas que deverão ser cuidadosamente analisadas para uma correcta classificação dos produtos. O problema da certificação das embalagens foi também referido, tendo sido realçado o facto de ser necessário que os representantes dos vários sectores da Indústria em Portugal pressionem o Centro Nacional de Embalagens, para a necessidade de criar embalagens protótipos e acabar com os excessivos testes que são exigidos às empresas para a certificação das embalagens.

A título conclusivo, o grande objectivo de informar e esclarecer os participantes sobre a nova actualização do RPE, e sua aplicação na classificação dos produtos fitofarmacêuticos, bem como as actividades inerentes à função de Conselheiros de Segurança foi globalmente atingido. As comunicações apresentadas, de extrema clareza, suscitaram interessantes debates entre os oradores e a audiência.
 
 
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