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  COMUNICADOS DE IMPRENSA DA ANIPLA NO ANO DE 2000
       
    :: O MERCADO PORTUGUÊS DE PRODUTOS FITOFARMACÊUTICOS DECRESCEU 6,4% EM 2000 - 15 MARÇO 2000
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    :: GESTÃO DE RESÍDUOS DE EMBALAGENS - ANIPLA ASSINA ACORDO COM A SOCIEDADE PONTO VERDE - FEV 2000
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    :: COMERCIALIZAÇÃO ILEGAL DE PRODUTOS FITOFARMACÊUTICOS - FEV 2000
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O MERCADO PORTUGUÊS DE PRODUTOS FITOFARMACÊUTICOS DECRESCEU 6,4% EM 2000

O ano de 2000 registou uma evolução negativa em 2000 relativamente ao ano transacto, tendo terminado com um decréscimo de 6,1% em quantidade e 6,4% em valor.

Estes decréscimos resultaram da quebra verificada na totalidade dos grupos, dentro da mesma ordem de grandeza percentual.

O maior grupo, os Fungicidas, caíram 6,5% em valor arrastando consigo o mercado. Apesar de ter sido um ano de condições favoráveis ao desenvolvimento das doenças, as abundantes chuvas do mês de Abril levaram à impossibilidade da realização de tratamentos. A existência de algum stock de Fungicidas no canal de distribuição é outra das razões apontadas para esta quebra. A categoria dos antimíldios e antioídios sistémicos foram os que mais desceram em termos absolutos. Fungicidas tradicionais como o Enxofre e a Calda Bordalesa registaram também quebras de venda no valor de 4,3% e 10,7% respectivamente. As subidas mais acentuadas verificaram-se nas categorias dos orgânicos (25%) e nos Fungicidas antibotrytis (Dicarboximidas e Pirimetanil - 36,5%).

O grupo dos Insecticidas e Acaricidas desceu 5,6% em valor e 6% em volume. À quebra de vendas do grupo dos Piretróides (5,9%) e dos Organofosforados (11,5%) que apresentavam tendência positiva nos últimos anos opuseram-se os Acaricidas, com uma subida de 4,9%. O grupo dos Outros Insecticidas foi o que registou o maior aumento (19,8% em valor) o que aponta para a utilização de produtos mais específicos e de maior valor. Os Insecticidas de solo voltaram a descer tendo baixado as vendas em cerca de 12%.

O grupo dos Herbicidas desceu também de uma forma generalizada (6,7% em valor e 7,5% em volume). O início seco do ano seguido duma Primavera abundantemente chuvosa introduziu irregularidades na gestão das culturas, com influência directa no consumo de Herbicidas. Baixou o consumo de Herbicidas no arroz e posteriormente no milho. O segmento dos Herbicidas não selectivos e não residuais subiu em volume (7,2%) e desceu em valor (1%) o que se pode interpretar como um abaixamento médio no custo das soluções deste tipo em cerca de 7,7%.

O grupo Diversos desceu também 5,7% com as principais descidas a serem registadas pelos fertilizantes foliares anti-abrolhantes.

 

   
Vendas de Fitofarmacêuticos em Valor (mil euros)
Segmentos
Ano 1999
Ano 2000
Variação %
Fungicidas 56.989 53.293 -6.5%
Inecticidas* 23.167 21.884 -5.6%
Herbicidas 37.843 35.324 -6.7%
Diversos 6.305 5.951 -6.7%
Total 124.304 116.453 -5.6%
       
 
Vendas de Fitofarmacêuticos em Volume (mil toneladas)
Segmentos
Ano 1999
Ano 2000
Variação %
Fungicidas 14.853 13.966 -6%
Inecticidas* 3.491 3.273 -6.3%
Herbicidas 5.921 5.479 -7.5%
Diversos 2.200 2.151 -2.3%
Total 26.465 24.868 -6.1%
       
 
15 de Março de 2000
 
GESTÃO DE RESÍDUOS DE EMBALAGENS - ANIPLA ASSINA ACORDO COM A SOCIEDADE PONTO VERDE

O cumprimento da legislação em vigor relativa aos resíduos de embalagens é uma das grandes preocupações da Indústria Fitofarmacêutica. A exaustiva procura de soluções para a gestão e destino final dos resíduos das embalagens dos produtos fitofarmacêuticos resultou num Acordo, assinado no passado mês de Dezembro, entre a ANIPLA e a Sociedade Ponto Verde (Sociedade Gestora de Resíduos de Embalagens).

O referido Acordo, tem como objectivo permitir às empresas associadas da ANIPLA efectuar um contrato individual com a Sociedade Ponto Verde, de forma a incluir os resíduos de embalagens dos produtos fitofarmacêuticos no sistema integrado de gestão de resíduos de embalagens não reutilizáveis desta entidade. Assim, as empresas declaram as embalagens não reutilizáveis primárias, secundárias e terciárias colocadas no mercado, de produção nacional ou importadas.

Sendo os produtos fitofarmacêuticos um factor muito importante da produção agrícola nacional, quer quantitativa, quer qualitativamente, as suas necessidades de utilização são bastante fraccionadas. O facto de em Portugal haver cerca de 0,5 milhões de explorações agrícolas, correspondentes a 43% da superfície agrícola útil do País, das quais a maioria são de pequenas dimensões, como o caso do norte do País onde a média é inferior a 1 hectare, origina um elevado número de embalagens com capacidade unitária bastante pequena. Este panorama é muito contrastante com o dos restantes países europeus em que as médias/grandes dimensões das explorações exigem produtos fitofarmacêuticos em embalagens de capacidade superior a 1litro ou 1kg.

Os materiais das embalagens primárias de produtos fitofarmacêuticos no nosso país são, no caso dos líquidos Pe/Coex, alumínio, ferro, vidro e no caso dos sólidos, polietileno simples e em complexos (com metais, papel ou polipropilenos). O plástico é o material predominante, representando quase 80% do peso total e 90% do número total de embalagens.

Durante o ano 2000, por uma questão de esgotamento de "stocks", bem como por necessidade de substituição da frase constante no rótulo dos Produtos Fitofarmacêuticos "Destrua e enterre as embalagens vazias" (da responsabilidade do Ministério da Agricultura), as embalagens não serão marcadas com o símbolo Ponto Verde.

Uma vez concretizados os contratos, a Indústria Fitofarmacêutica iniciará campanhas de informação e sensibilização junto dos agricultores e outros agentes económicos envolvidos (ex: Distribuidores) sobre a gestão de embalagens, incluindo a necessidade de se efectuar a tripla lavagem (enxaguamento) das embalagens.

Fevereiro de 2000
   
 
COMERCIALIZAÇÃO ILEGAL DE PRODUTOS FITOFARMACÊUTICOS

O cumprimento da legislação em vigor relativa aos resíduos de embalagens é uma das grandes preocupações da Indústria Fitofarmacêutica. A exaustiva procura de soluções para a gestão e destino final dos resíduos das embalagens dos produtos fitofarmacêuticos resultou num Acordo, assinado no passado mês de Dezembro, entre a ANIPLA e a Sociedade Ponto Verde (Sociedade Gestora de Resíduos de Embalagens).

O referido Acordo, tem como objectivo permitir às empresas associadas da ANIPLA efectuar um contrato individual com a Sociedade Ponto Verde, de forma a incluir os resíduos de embalagens dos produtos fitofarmacêuticos no sistema integrado de gestão de resíduos de embalagens não reutilizáveis desta entidade. Assim, as empresas declaram as embalagens não reutilizáveis primárias, secundárias e terciárias colocadas no mercado, de produção nacional ou importadas.

Sendo os produtos fitofarmacêuticos um factor muito importante da produção agrícola nacional, quer quantitativa, quer qualitativamente, as suas necessidades de utilização são bastante fraccionadas. O facto de em Portugal haver cerca de 0,5 milhões de explorações agrícolas, correspondentes a 43% da superfície agrícola útil do País, das quais a maioria são de pequenas dimensões, como o caso do norte do País onde a média é inferior a 1 hectare, origina um elevado número de embalagens com capacidade unitária bastante pequena. Este panorama é muito contrastante com o dos restantes países europeus em que as médias/grandes dimensões das explorações exigem produtos fitofarmacêuticos em embalagens de capacidade superior a 1litro ou 1kg.

Os materiais das embalagens primárias de produtos fitofarmacêuticos no nosso país são, no caso dos líquidos Pe/Coex, alumínio, ferro, vidro e no caso dos sólidos, polietileno simples e em complexos (com metais, papel ou polipropilenos). O plástico é o material predominante, representando quase 80% do peso total e 90% do número total de embalagens.

Durante o ano 2000, por uma questão de esgotamento de "stocks", bem como por necessidade de substituição da frase constante no rótulo dos Produtos Fitofarmacêuticos "Destrua e enterre as embalagens vazias" (da responsabilidade do Ministério da Agricultura), as embalagens não serão marcadas com o símbolo Ponto Verde.

Uma vez concretizados os contratos, a Indústria Fitofarmacêutica iniciará campanhas de informação e sensibilização junto dos agricultores e outros agentes económicos envolvidos (ex: Distribuidores) sobre a gestão de embalagens, incluindo a necessidade de se efectuar a tripla lavagem (enxaguamento) das embalagens.

Fevereiro de 2000
   
 
 
 
 
CONTACTO ANIPLA:
Mónica Onofre
Tel: 214 139 213/ 914 548 907 Fax: 214 139 214
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