O consumo de produtos fitofarmacêuticos em 2001 foi idêntico ao do ano transacto, tendo em atenção que o mercado teve um acréscimo marginal de 0,1% quer em valor quer em quantidade.
A campanha agrícola 2000/2001 foi marcada por uma queda pluviométrica acentuada da qual decorreram não só um Inverno como uma Primavera muito chuvosos, condicionalismos estes que tiveram influência marcada no consumo de fungicidas, insecticidas e herbicidas no decurso do ano de 2001.
O grupo dos Fungicidas, maior segmento do mercado português com 44,6% em valor e 55,9% em quantidade relativamente ao mercado total, sofreu um decréscimo de 2,5% em valor e de 0,4% em quantidade. Neste grupo, a categoria dos mancozebes, dos anti-míldios sistémicos/penetrantes e dos anti-pedrados sistémicos foi afectada pelas condições atmosféricas com perdas em valor de 19,9%, de 3,5% e de 17,4% respectivamente, sendo uma das causas essenciais a falta de oportunidade de efectuar os tratamentos fitossanitários. Na categoria dos fungicidas cúpricos registaram-se ganhos de mercado nomeadamente no sulfato de cobre e na calda bordalesa com aumentos de 14,1% em valor e de 20,2% em quantidade.
O Grupo dos Insecticidas e Acaricidas, segmento de mercado mais afectado pelos condicionalismos atmosféricos, registou acentuadas quebras de mercado quer em valor, quer em quantidade.
O grupo dos Herbicidas foi caracterizado por uma subida de mercado, favorecida essencialmente pela quantidade de água disponível no solo que permitiu prolongar no tempo as condições favoráveis à germinação das infestantes. Os segmentos de vinha e fruteiras e de não selectivos/não residuais apresentaram os maiores crescimentos. Onde se verificaram perdas de mercado foram nos segmentos herbicidas cereais e herbicidas outras culturas, devido à falta de oportunidade de tratamento nas culturas de cereais praganosos e de beterraba sacarina, em função das épocas de sementeira.
O grupo Diversos, registou uma perda generalizada em todas as categorias.
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