Organizada pela ANIPLA - Associação Nacional da Indústria para a Protecção das Plantas e pela ECPA - European Crop Protection Association, a V Conferência dos Países do Mediterrâneo realizou-se nos passados dias 23 a 25 de Maio no Hotel Estoril-Sol, em Cascais. Este evento, de âmbito Europeu, é realizado de dois em dois anos pela Indústria Fitofarmacêutica, e tem como objectivo promover o conhecimento e debate sobre vários temas comuns aos Países do Mediterrâneo.
Grande parte dos produtos hortofrutícolas comercializados na Europa têm origem nos países do Sul situados junto ao mar Mediterrâneo - França, Grécia, Itália, Portugal e Espanha. O seu clima, cultura, política e economia são diferentes dos países do Norte da Europa, assim como os produtos agrícolas.
Neste âmbito, é de extrema relevância que a fileira de produção de alimentos dos países do Sul possa compartilhar experiências e práticas adoptadas a fim de continuar a garantir a qualidade dos alimentos, bem como reforçar a segurança do utilizador e do ambiente. Outro ponto positivo da realização desta Conferência tem a ver com o facto das autoridades legislativas dos países do Mediterrâneo, bem como toda a União Europeia tomarem conhecimento dos interesses específicos, não só do seu país bem como de toda a região Mediterrânea, podendo por vezes surgir factores capazes de influenciar as suas decisões.
Este ano, subordinada aos temas "Segurança Alimentar" e "Utilização Segura", a V Conferência teve uma forte componente externa caracterizada pela presença de oradores convidados, representantes dos vários sectores ligados à produção de alimentos.
Contando com 105 participantes, estiveram em Cascais representantes da Indústria e das entidades oficiais de Portugal, Espanha, França, Grécia, Itália, Chipre e pela primeira vez da Turquia. Contou-se ainda com diversos convidados de outros Países, nomeadamente da Inglaterra, Irlanda, Bélgica, Alemanha e da Comissão Europeia.
Pela primeira vez, numa Conferência dos Países do Mediterrâneo, a Indústria abriu as portas a oradores provenientes de outros sectores ligados quer à produção quer à comercialização de bens alimentares, procurando não só ouvir as suas preocupações e tomadas de posição, mas igualmente fazer passar de uma forma geral a mensagem da Indústria dos Produtos para a Protecção das Plantas, particularmente nos Países do Sul.
As sessões de trabalho, caracterizadas pela apresentação de excelentes comunicações, deram origem a interessantes e vivos debates entre a audiência. Os dois dias de sessões de trabalhos foram subordinados aos seguintes temas: |