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  COMUNICADOS DE IMPRENSA DA ANIPLA NO ANO DE 2002
       
    :: INDUSTRIA FITOFARMACÊUTICA PROMOVE AGRICULTURA SUSTENTÁVEL
- SET 2002

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    :: ANIPLA PROMOVE DEBATE ENTRE PAÍSES DO MEDITERRÂNEO - JUL 2002
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    :: O MERCADO PORTUGUÊS DE AGROQUÍMICOS MANTEVE-SE ESTÁVEL EM 2001
- FEV 2002
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INDUSTRIA FITOFARMACÊUTICA PROMOVE AGRICULTURA SUSTENTÁVEL

Com início em Novembro de 2002, a ANIPLA - Associação Nacional da Indústria para a Protecção das Plantas vai desenvolver uma campanha de sensibilização junto das Universidades e Escolas Superiores Agrárias tendo como objectivo dar a conhecer o papel da Indústria Fitofarmacêutica no desenvolvimento das práticas de Protecção e Produção Integradas, enquanto tecnologias destinadas a garantir a Segurança Alimentar.

Incentivar e participar na prática de uma Agricultura Sustentável tem sido a preocupação da Indústria Fitofarmacêutica. Através da ANIPLA, a Indústria tem desenvolvido Campanhas de Sensibilização a nível nacional visando a correcta utilização dos produtos fitofarmacêuticos como método de produção sustentado, capaz de produzir alimentos de forma económica, ambiental e socialmente aceitável.

Considerando que os actuais estudantes de Engenharia Agrícola, Ambiente, Agro-alimentar e áreas afins, serão os futuros técnicos e agricultores do nosso país, entendemos ser de extrema relevância a transmissão da informação que nos propomos realizar.

20 de Setembro de 2002
 
ANIPLA PROMOVE DEBATE ENTRE PAÍSES DO MEDITERRÂNEO

Organizada pela ANIPLA - Associação Nacional da Indústria para a Protecção das Plantas e pela ECPA - European Crop Protection Association, a V Conferência dos Países do Mediterrâneo realizou-se nos passados dias 23 a 25 de Maio no Hotel Estoril-Sol, em Cascais. Este evento, de âmbito Europeu, é realizado de dois em dois anos pela Indústria Fitofarmacêutica, e tem como objectivo promover o conhecimento e debate sobre vários temas comuns aos Países do Mediterrâneo.

Grande parte dos produtos hortofrutícolas comercializados na Europa têm origem nos países do Sul situados junto ao mar Mediterrâneo - França, Grécia, Itália, Portugal e Espanha. O seu clima, cultura, política e economia são diferentes dos países do Norte da Europa, assim como os produtos agrícolas.

Neste âmbito, é de extrema relevância que a fileira de produção de alimentos dos países do Sul possa compartilhar experiências e práticas adoptadas a fim de continuar a garantir a qualidade dos alimentos, bem como reforçar a segurança do utilizador e do ambiente. Outro ponto positivo da realização desta Conferência tem a ver com o facto das autoridades legislativas dos países do Mediterrâneo, bem como toda a União Europeia tomarem conhecimento dos interesses específicos, não só do seu país bem como de toda a região Mediterrânea, podendo por vezes surgir factores capazes de influenciar as suas decisões.

Este ano, subordinada aos temas "Segurança Alimentar" e "Utilização Segura", a V Conferência teve uma forte componente externa caracterizada pela presença de oradores convidados, representantes dos vários sectores ligados à produção de alimentos.

Contando com 105 participantes, estiveram em Cascais representantes da Indústria e das entidades oficiais de Portugal, Espanha, França, Grécia, Itália, Chipre e pela primeira vez da Turquia. Contou-se ainda com diversos convidados de outros Países, nomeadamente da Inglaterra, Irlanda, Bélgica, Alemanha e da Comissão Europeia.
Pela primeira vez, numa Conferência dos Países do Mediterrâneo, a Indústria abriu as portas a oradores provenientes de outros sectores ligados quer à produção quer à comercialização de bens alimentares, procurando não só ouvir as suas preocupações e tomadas de posição, mas igualmente fazer passar de uma forma geral a mensagem da Indústria dos Produtos para a Protecção das Plantas, particularmente nos Países do Sul.

As sessões de trabalho, caracterizadas pela apresentação de excelentes comunicações, deram origem a interessantes e vivos debates entre a audiência. Os dois dias de sessões de trabalhos foram subordinados aos seguintes temas:

Sessão 1- "Keeping Food Safe and Crops Protected: A Food Chain View"
Sessão 2- "Delivering the Promise Of Safety: A Practical View"
Sessão 3 - "Regulating the Mediterranean"
Sessão 4 - "Safe Use in the South"

Dos temas abordados nesta V Conferência dos Países do Mediterrâneo, foi possível identificar as grandes áreas onde se revela essencial um reforço da actividade da Indústria Fitofarmacêutica, das Entidades Oficiais e dos vários elementos da fileira de produção de alimentos:
• Maior ênfase na utilização dos produtos para a protecção das plantas ao nível do Agricultor:
  – Formação do Agricultor;
– Certificação do Agricultor;
– Partilha de Informação entre os vários países da União Europeia, através da criação de uma rede de informação disponível no site da ECPA
• Necessidade de desenvolver e normalizar indicadores para a prática da Produção Integrada.
• Maior ênfase na comunicação dos Limites Máximos de Resíduos (LMR's):
  – Assegurar uma distinção clara entre padrões de segurança e padrões comerciais.
• A Indústria reconhece as dificuldades que os Agricultores e os Estados Membros enfrentam na área dos "Usos Essenciais" (doença ou praga de uma determinada cultura que fica sem produtos homologados, em virtude da retirada do mercado duma determinada substância activa devido à avaliação Comunitária dos fitofarmacêuticos) e compromete-se a colaborar com estes na procura de soluções viáveis a curto e longo prazo.
• A Indústria desenvolverá todos os esforços com vista ao desenvolvimento da aceitação mútua de soluções na protecção das culturas nos Estados Membros do Sul.
15 de Julho de 2002
 
O MERCADO PORTUGUÊS DE AGROQUÍMICOS MANTEVE-SE ESTÁVEL EM 2001

O consumo de produtos fitofarmacêuticos em 2001 foi idêntico ao do ano transacto, tendo em atenção que o mercado teve um acréscimo marginal de 0,1% quer em valor quer em quantidade.

A campanha agrícola 2000/2001 foi marcada por uma queda pluviométrica acentuada da qual decorreram não só um Inverno como uma Primavera muito chuvosos, condicionalismos estes que tiveram influência marcada no consumo de fungicidas, insecticidas e herbicidas no decurso do ano de 2001.

O grupo dos Fungicidas, maior segmento do mercado português com 44,6% em valor e 55,9% em quantidade relativamente ao mercado total, sofreu um decréscimo de 2,5% em valor e de 0,4% em quantidade. Neste grupo, a categoria dos mancozebes, dos anti-míldios sistémicos/penetrantes e dos anti-pedrados sistémicos foi afectada pelas condições atmosféricas com perdas em valor de 19,9%, de 3,5% e de 17,4% respectivamente, sendo uma das causas essenciais a falta de oportunidade de efectuar os tratamentos fitossanitários. Na categoria dos fungicidas cúpricos registaram-se ganhos de mercado nomeadamente no sulfato de cobre e na calda bordalesa com aumentos de 14,1% em valor e de 20,2% em quantidade.

O Grupo dos Insecticidas e Acaricidas, segmento de mercado mais afectado pelos condicionalismos atmosféricos, registou acentuadas quebras de mercado quer em valor, quer em quantidade.

O grupo dos Herbicidas foi caracterizado por uma subida de mercado, favorecida essencialmente pela quantidade de água disponível no solo que permitiu prolongar no tempo as condições favoráveis à germinação das infestantes. Os segmentos de vinha e fruteiras e de não selectivos/não residuais apresentaram os maiores crescimentos. Onde se verificaram perdas de mercado foram nos segmentos herbicidas cereais e herbicidas outras culturas, devido à falta de oportunidade de tratamento nas culturas de cereais praganosos e de beterraba sacarina, em função das épocas de sementeira.
O grupo Diversos, registou uma perda generalizada em todas as categorias.

 

   
Vendas de Fitofarmacêuticos em Valor (mil euros)
Segmentos
Ano 2000
Ano 2001
Variação %
Fungicidas 53.293 51.978 -2.5%
Inecticidas* 21.884 19.591 -10.5%
Herbicidas 35.324 39.068 10.6%
Diversos 5.951 5.898 -0.9%
Total 116.453 116.335 0.1%
       
 
Vendas de Fitofarmacêuticos em Volume (mil toneladas)
Segmentos
Ano 2000
Ano 2001
Variação %
Fungicidas 13.966 13.915 -0.4%
Inecticidas* 3.273 2.616 -20.1%
Herbicidas 5.479 6.399 16.8%
Diversos 2.151 1.926 -10.5%
Total 24.868 24.856 -0.1%
       
 
18 de Fevereiro de 2002
 
 
 
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Mónica Onofre
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