A ANIPLA – Associação Nacional da Indústria para a Protecção das Plantas anunciou o lançamento em Portugal de uma campanha de informação/sensibilização a 3 anos sobre a segurança dos agricultores durante o processo de aplicação de produtos fitofarmacêuticos.
Sob o lema “Cultivar a Segurança”, a campanha constitui um projecto centrado na região do Minho e na cultura da Vinha, tendo em conta as particularidades dos sistemas de condução da videira (vinha alta) e as dificuldades e riscos inerentes quer em termos de tratamento quer em termos de exposição do aplicador.
Segundo Luís Saramago, coordenador do projecto em Portugal, "a implementação da campanha de sensibilização dirige-se a um universo de 60.000 agricultores da região do Minho e representa um investimento a 3 anos de 500 mil euros."
Entre as acções da campanha destacam-se acções de ordem técnica e experimental, e de comunicação directa com os agricultores da região e alguns seminários e colóquios de esclarecimento e debate sobre a segurança na utilização de produtos fitofarmacêuticos.
A iniciativa pretende contribuir para o aumento da segurança dos agricultores na aplicação de produtos fitofarmacêuticos através da utilização correcta de Equipamentos de Protecção Individual adequados, da melhoria das técnicas de aplicação e respeito pelas boas práticas agrícolas.
Lançado pela Indústria Europeia para os Países do Mediterrâneo (Safe Use Initiative) o projecto “Utilização Segura – Protecção das Plantas”, tem o apoio da ECPA – European Crop Protection Association, e será igualmente desenvolvido noutros países do Sul da Europa: Estufas e Uvas de mesa em Apuglia (Itália); Estufas em Creta (Grécia) e Vinha em Bordeus (França).
Mercado português valeu 116 milhões de Euros em 2004
O mercado global de produtos agroquímicos foi, em 2004, de 116,49 milhões de Euros, tendo-se registado um aumento de 1%, relativamente ao ano anterior. Este acréscimo foi resultante de uma progressão nítida dos insecticidas (+10%) e ligeira dos herbicidas (+1%), atenuada pela queda do segmento mais importante, os fungicidas (-2%), bem como dos produtos diversos (-2%).
No grupo dos fungicidas (45,28 milhões de Euros), a quebra de vendas deveu-se à baixa pressão das doenças nas principais culturas devido a uma primavera pouco chuvosa, resultando em perdas nos maiores segmentos de fungicidas.
O significativo aumento da família dos insecticidas (22,50 milhões de Euros) teve origem na ocorrência de numerosas pragas em culturas importantes, devido ao tempo seco registado. O crescimento da quantidade de insecticidas foi menor (+2%), sinal de uma utilização de produtos com preço unitário mais elevado.
O mercado dos herbicidas apresentou resultado positivo graças ao aumento em valor de alguns dos seus segmentos. No entanto, e ao contrário, deu-se uma queda em valor, no seu maior segmento (herbicidas não selectivos e não residuais: 15,96 milhões de Euros com -1%), apesar de um significativo aumento em quantidade de +6,7%.
A perda registada nos produtos diversos (5,75 milhões de Euros) deveu-se a uma redução significativa do seu maior segmento, os moluscicidas (1,17 mio €) com -34%, também em consequência do tempo seco e quente, compensada por aumento nos outros segmentos: nematodicidas com +18%, fertilizantes foliares com +4% e raticidas com +3%. |