O ano agrícola 2004/2005 esteve sujeito à pior seca de que há memória, afectando drasticamente as culturas de sequeiro, como sucedeu com os cereais com perdas superiores a 70%, as fruteiras e a vinha registando quebras de produção na ordem dos 30% a 50%.
Como reflexo, o número de tratamentos fitossanitários foi substancialmente reduzido, conduzindo a uma quebra de 21,4% (-25 milhões €) nas vendas da Indústria Fitofarmacêutica que totalizaram cerca de 91,6 milhões €.
Os grupos dos fungicidas e herbicidas apresentaram as maiores perdas, respectivamente de 25% (-11,2 milhões €) e de 26% (-11,3 milhões €), devido à reduzida humidade do solo e atmosférica que limitou o aparecimento de doenças e ervas infestantes. O grupo dos insecticidas foi o menos afectado, tendo-se verificado uma perda de 7% (-1,6 milhões €).
Os fungicidas, que representam 37% do mercado dos fitofarmacêuticos utilizados em Portugal, Os anti-míldios (13,7 milhões €) e os anti-oídios ( 4,7 milhões €), com exclusão dos “enxofres”, registaram quebras de vendas de 29%. O segmento dos “enxofres” foi o único que manteve praticamente as mesmas vendas do ano transacto, uma vez que a sua aplicação resolveu uma parte das doenças que atacaram com menos intensidade cifrando-se em 3 milhões de euros.
No mercado dos herbicidas as maiores quebras verificaram-se nos segmentos dos herbicidas “não selectivos e não residuais” com -23% (-3,6 milhões €), “herbicidas orientados à cultura do milho” -9% (-0,6 milhões), “herbicidas para cereais praganosos” -67% (-2,1 milhões €), “herbicidas para Vinha e Fruteiras” com -41% (-2,1 milhões €) e “herbicidas Batata/Hortícolas” com -21% (1,2 milhões €).
Apesar da ocorrência de numerosas pragas, consequência do tempo seco registado, o consumo de insecticidas foi afectado pelo abandono de culturas fruto da produção de má qualidade daí resultante. Ainda assim o mercado dos insecticidas apresentou um comportamento menos negativo, essencialmente porque de entre os três maiores segmentos deste mercado, o dos “organofosforados e suas misturas” (6,1 milhões €) houve um crescimento de 2% como contraponto ao decréscimo de vendas verificado nos segmentos “outros insecticidas” (4,8 milhões €) com -13% e “piretróides e suas misturas” (3,6 milhões €) com -7%. |