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  COMUNICADOS DE IMPRENSA DA ANIPLA NO ANO DE 2007 e 2006
       
    :: MERCADO NACIONAL DE AGROQUÍMICOS CRESCEU 3% EM 2006 - FEV 2007
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    :: CONCLUSÕES DO SIMPÓSIO DE 2006 - TOMAR
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    :: ANIPLA PROMOVE DEBATE SOBRE "REDUÇÃO DO RISCO NA DISTRIBUIÇÃO, VENDA E APLICAÇÃO DOS PRODUTOS FITOFARMACÊUTICOS" EM TOMAR
- MAI 2006
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    ::MERCADO NACIONAL DE AGROQUÍMICOS DECRESCEU 21% EM 2005
- FEV2006
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MERCADO NACIONAL DE AGROQUÍMICOS CRESCEU 3% EM 2006

Após uma queda de -25% registada no ano anterior, o mercado fitofarmacêutico em 2006 (no canal da distribuição) teve uma recuperação parcial de 3% atingindo um valor total de 96 milhões de euros.

Com condições climáticas favoráveis, ao invés do verificado em 2005, esperava-se que o mercado fitofarmacêutico viesse para valores próximos dos de 2004 (116 milhões de euros), o que não veio a acontecer, contribuindo para isso alguns factores tais como: elevado número de produto em stock no canal da distribuição, redução das áreas semeadas na cultura da beterraba sacarina ( para valores inferiores a metade da de 2005 que foram de 8,4 mil hectares) e na cultura do milho e alguma falta de liquidez por parte dos agricultores.

Como se pode verificar no quadro aqui representado, o mercado fitofarmacêutico em 2006 (no canal da distribuição) correspondeu em quantidade a 24 564 toneladas e em valor a 95 888 mil euros, cabendo aos segmentos dos ‘Herbicidas' e dos ‘Diversos' os maiores índices de crescimento, 5% e 12% em valor respectivamente e de 13% e de 36% em quantidade respectivamente.
 
Mercado Português de Agroquímicos (à Distribuição)
Ano de 2005
         
Segmentos
Valor (M€)
Variação % (1)
Quantidade (T ou ML
Variação % (1)
Fungicidas 35 453 2% 13 866 -9%
Inecticidas 21.089 0% 3.024 2%
Herbicidas 33 814 5% 5 533 12%
Diversos 5.532 13% 2.140 36%
Total 95 888 3% 24 564 -1%
(1) A variação refere-se a igual período do ano anterior!
Fonte: GAMMA
         

Na família dos ‘Fungicidas' os principais segmentos com comportamento negativo foram: os ‘enxofres' com -9% em valor e -11% em quantidade, os ‘ditiocarbamatos' com -14% em valor e -9% em quantidade (onde o mancozebe teve uma perda de -26% em valor), as estrobilurinas com -8% em valor e o dos ‘fungicidas anti-míldio', que representam um mercado próximo dos 14 milhões de euros, com -1% em valor .

Com comportamento positivo destaca-se o segmento dos ‘sulfatos de cobre' com um crescimento de 19% em valor e os ‘fungicidas anti-oídios' com 13% em valor e com 24% em quantidade respectivamente.

Na família dos ‘Insecticidas', cujo crescimento foi nulo em valor, apresentaram comportamentos negativos significativos. O segmento dos ‘insecticidas organofosforados', representando cerca de 5 milhões de euros, com -16% em valor e o dos ‘acaricidas' com -30% em valor, representando este segmento cerca de 800 mil euros.

Apresentando indicadores de crescimento positivos, tiveram o segmento dos piretróides com 7% em valor e 10% em quantidade, o dos ‘carbamatos' com 35% em valor e 24% em quantidade e o segmento ‘outros insecticidas', onde se inserem as formulações à base de neocotinóides, com um crescimento de 25% em valor e de 16% em quantidade.

Quanto aos ‘Herbicidas', o segmento ‘herbicidas cereais' teve um acréscimo de 44% em valor e de 23% em quantidade, bem como o segmento dos ‘herbicidas não selectivos e não residuais' com 19% em valor e 33% em quantidade. Pelo contrário, o segmento ‘herbicidas milho' com -4% em valor e -11% em quantidade e o segmento ‘herbicidas batata/hortícolas' com -10% em valor e -18% em quantidade, contribuíram para que o crescimento deste grupo de produtos não fosse mais acentuado.

No grupo de produtos pertencentes aos ‘Diversos', os ‘moluscicidas', devido à boa distribuição das chuvas ao longo da última campanha, apresentaram um crescimento de 87% em valor e de 112% em quantidade, correspondendo também com acréscimo o segmento dos ‘fertilizantes foliares' com 51% em valor e 56% em quantidade.

 

O Coordenador da CT GAMMA
Pedro Pinto Basto

       
     
CONCLUSÕES DO SIMPÓSIO DE 2006 - TOMAR
 
 
ANIPLA PROMOVE DEBATE SOBRE "REDUÇÃO DO RISCO NA DISTRIBUIÇÃO, VENDA E APLICAÇÃO DOS PRODUTOS FITOFARMACÊUTICOS" EM TOMAR

A ANIPLA – Associação Nacional da Indústria para a Protecção das Plantas vai realizar nos dias 25 e 26 de Maio de 2006, no Hotel dos Templários em Tomar, um Simpósio de âmbito nacional subordinado ao tema “DECRETO-LEI 173/2005 - REDUÇÃO DO RISCO NA DISTRIBUIÇÃO, VENDA E APLICAÇÃO DOS PRODUTOS FITOFARMACÊUTICOS”.

A publicação do Decreto- Lei 173/2005 – “Redução do Risco na Distribuição, Venda e Aplicação de Produtos Fitofarmacêutico”, de 21 de Outubro, vem regulamentar as actividades de distribuição, venda, prestação de serviços de aplicação de produtos fitofarmacêuticos e a sua aplicação pelos utilizadores finais.

De forma a enquadrar as exigências que se afiguram fundamentais, numa perspectiva de utilização sustentável de produtos fitofarmacêuticos, procede-se à implementação de: Autorização específica para o exercício da actividade de distribuição e venda dos produtos fitofarmacêuticos; Existência do técnico responsável pelas actividades de distribuição, venda e prestação de serviços de aplicação de produtos fitofarmacêuticos; Criação de empresas de aplicação terrestre e requalificação das empresas de aplicação aérea.

Apesar da indiscutível adequação do Decreto-Lei nº 173/2005 às necessidades reais do Sector, a Indústria Fitofarmacêutica está ciente das dificuldades, inerentes às adaptações exigidas, que se irão fazer sentir ao nível dos vários elementos da fileira. Assim, a realização deste Simpósio tem como objectivo criar um espaço de informação e debate que permita esclarecer e orientar todos os intervenientes, através de uma abordagem prática e objectiva da legislação.

Dado o interesse nacional dos temas a abordar e o distinto conjunto de oradores convidados, a ANIPLA espera contar com uma audiência mista de participantes, entre os quais Distribuidores de produtos fitofarmacêuticos; Associações/Organizações de Agricultores; Agricultores; Empresas de aplicação; Aplicadores; Ensino; Empresas detentoras de APV; Associadas Anipla; Entidades Oficiais. 
23 de Maio de 2006
 
MERCADO NACIONAL DE AGROQUÍMICOS DECRESCEU 21% EM 2005

O ano agrícola 2004/2005 esteve sujeito à pior seca de que há memória, afectando drasticamente as culturas de sequeiro, como sucedeu com os cereais com perdas superiores a 70%, as fruteiras e a vinha registando quebras de produção na ordem dos 30% a 50%.

Como reflexo, o número de tratamentos fitossanitários foi substancialmente reduzido, conduzindo a uma quebra de 21,4% (-25 milhões €) nas vendas da Indústria Fitofarmacêutica que totalizaram cerca de 91,6 milhões €.

Os grupos dos fungicidas e herbicidas apresentaram as maiores perdas, respectivamente de 25% (-11,2 milhões €) e de 26% (-11,3 milhões €), devido à reduzida humidade do solo e atmosférica que limitou o aparecimento de doenças e ervas infestantes. O grupo dos insecticidas foi o menos afectado, tendo-se verificado uma perda de 7% (-1,6 milhões €).

Os fungicidas, que representam 37% do mercado dos fitofarmacêuticos utilizados em Portugal, Os anti-míldios (13,7 milhões €) e os anti-oídios ( 4,7 milhões €), com exclusão dos “enxofres”, registaram quebras de vendas de 29%. O segmento dos “enxofres” foi o único que manteve praticamente as mesmas vendas do ano transacto, uma vez que a sua aplicação resolveu uma parte das doenças que atacaram com menos intensidade cifrando-se em 3 milhões de euros.

No mercado dos herbicidas as maiores quebras verificaram-se nos segmentos dos herbicidas “não selectivos e não residuais” com -23% (-3,6 milhões €), “herbicidas orientados à cultura do milho” -9% (-0,6 milhões), “herbicidas para cereais praganosos” -67% (-2,1 milhões €), “herbicidas para Vinha e Fruteiras” com -41% (-2,1 milhões €) e “herbicidas Batata/Hortícolas” com -21% (1,2 milhões €).

Apesar da ocorrência de numerosas pragas, consequência do tempo seco registado, o consumo de insecticidas foi afectado pelo abandono de culturas fruto da produção de má qualidade daí resultante. Ainda assim o mercado dos insecticidas apresentou um comportamento menos negativo, essencialmente porque de entre os três maiores segmentos deste mercado, o dos “organofosforados e suas misturas” (6,1 milhões €) houve um crescimento de 2% como contraponto ao decréscimo de vendas verificado nos segmentos “outros insecticidas” (4,8 milhões €) com -13% e “piretróides e suas misturas” (3,6 milhões €) com -7%.
 
Mercado Português de Agroquímicos (à Distribuição)
Ano de 2005
         
Segmentos
Valor (M€)
Variação % (1)
Quantidade (T ou ML
Variação % (1)
Fungicidas 34.052 -25% 14.926 -5%
Inecticidas 20.918 -7% 2.920 -4%
Herbicidas 31.700 -26% 4.788 -21%
Diversos 4.888 -15% 1.574 -21%
Total 91.558 -21% 24.209 -9%
(1) A variação refere-se a igual período do ano anterior!
Fonte: GAMMA
         
27 de Março de 2006
   
 
 
 
 
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