O mercado português de produtos fitofarmacêuticos registou uma evolução positiva, na ordem de 4,1% em quantidade e 4% em valor, em 1999 relativamente ao ano transacto.
Este aumento global resultou de uma maior subida nos Fungicidas seguida pelos Insecticidas e Acaricidas, uma certa estabilidade nos Herbicidas e uma pequena descida nos Diversos.
No grupo dos Fungicidas, verificou-se um aumento total de 7,2% em valor e 8,5% em quantidade. Apesar de não ter sido um ano com grande pressão de míldio, a categoria de produtos que mais contribuiu para o seu incremento foi, em valor, a dos antimildios, particularmente os antimildios penetrantes, seguida dos anti-pedrados sistémicos; isto deve-se principalmente à introdução de vários novos produtos nestes dois segmentos. Em quantidade o enxofre teve um aumento significativo (+ de 1.000 Toneladas). Contrariamente, o segmento do sulfato de cobre e calda bordalesa é o que apresenta maior diminuição em quntidade e o dos antimíldios sistémicos e penetrantes com cobre tem a maior quebra em valor (cerca de 15% tanto num caso como no outro).
O grupo que registou a 2ª maior subida foi o dos Insecticidas e Acaricidas, caracterizando-se no geral, pelo aumento do valor comercial dos produtos que incorporam este segmento (cresce 6,1% em valor e somente 2,2% em quantidade).
A subida mais significativa em valor pertence aos organofosforados e misturas, com um aumento de mais de 135.000 contos. No entanto, dentro deste segmento registou-se uma descida no dimetoato, tanto em quantidade como em valor; ambas as situações estão relacionadas com a maior utilização de produtos em Protecção Integrada. Em quantidade, a categoria de produtos que mais cresceu foi a dos armazenados, em consequência da maior produção e do baixo preço da batata. O segmento que mais desceu, em valor e quantidade foi o dos insecticidas de solo, reflexo da tendência de substituição do insecticida granulado e localizado pelo insecticida líquido cobrindo todo o terreno.
O Grupo dos Herbicidas é caracterizado por uma descida da quantidade total de produtos comercializados. Desceu mais de 200 toneladas em relação a 1998, ou seja uma quebra de 3,4%. Os segmentos vinha e fruteiras e herbicidas arroz foram os que mais contribuíram para tal facto, com uma quebra de 152 e 117 toneladas, respectivamente, motivados pela quebra da mistura simazina + amitrol no 1º segmento e do molinato no 2º.
Em termos de valor a quebra foi menos significativa no total do grupo (menos 0,3%). Isto resulta principalmente dos herbicidas para cereais, com doses de aplicação muito mais baixas e com preços médios mais altos. Contrariamente, o preço médio dos herbicidas não selectivos e não residuais baixou cerca de 2%.
O grupo Diversos manteve-se mais ou menos estável (uma subida em quantidade de 0,5% e uma descida em valor de 3,2%). Os segmentos que mais desceram em valor e quantidade foram os raticidas e os fertilizantes foliares. Em sentido oposto, aparecem os anti-abrolhantes e os nematodicidas, subindo unicamente em valor.
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