O valor do mercado global foi de 113,88 mio €, havendo uma quebra de -2 % relativamente ao ano transacto.
Sendo o segmento dos fungicidas, o maior do nosso mercado (47,2 mio €), a sua quebra em -9 pontos percentuais é a causa principal do decréscimo do mercado total. Neste importante segmento verificaram-se perdas nos maiores grupos de fungicidas ou sejam, nos anti-míldios (21mio €) com -11%; nos anti-oídios (7 mio €) com - 4%; nos ditiocarbamatos (5 mio €) com -6%; nos anti-botrytis (3 mio €) com -12%, nas estrobilurinas (1,7 mio €) com -18% e nos anti-pedrados sist. (1,6 mio €) com -25%. Este decréscimo no segmento dos fungicidas deveu-se à baixa pressão das doenças nas principais culturas. Verificou-se, no entanto, um aumento da quantidade total dos fungicidas devido principalmente ao consumo acentuado do enxofre em pó, consequência das condições climáticas verificadas.
O mercado dos insecticidas (21,3 mio €) apresentou um crescimento de 9% no qual o grupo mais representado, o dos organofosforados (8 mio €), teve um acréscimo de 17%. A família dos piretróides (4 mio €) mostrou uma estabilização. As condições meteorológicas verificadas neste ano agrícola, tempo relativamente seco, favoreceu o desenvolvimento de pragas e consequentemente à subida do mercado dos insecticidas.
A família dos herbicidas (39,6 mio €) teve um ligeiro acréscimo de 1% em valor, apesar da quebra de mercado em -8 pontos do maior segmento de herbicidas - herbicidas não selectivos e não residuais- (15 mio €). É de se destacar o comportamento positivo dos herbicidas para o milho (8 mio €) com um crescimento de 7% onde o mercado dos herbicidas específicos anti-junça cresceu cerca de 40%. Contrariando o crescimento do segmento dos herbicidas em valor, a quantidade de produto comercializada foi menor relativamente ao ano transacto, devendo-se este desvio à substituição de alguns herbicidas, por outros de dose inferior por hectare.
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