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  PROTECÇÃO INTEGRADA E PRODUÇÃO INTEGRADA
       
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    :: PROTECÇÃO INTEGRADA E PRODUÇÃO INTEGRADA
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    :: MEDIDAS AGRO-AMBIENTAIS EM PORTUGAL
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    :: A PROTECÇÃO INTEGRADA E PRODUÇÃO INTEGRADA NO CONTEXTO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
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    :: O QUE É A PROTECÇÃO INTEGRADA?
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:: COMPONENTES BÁSICOS DE UM PROGRAMA DE PROTECÇÃO INTEGRADA

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    :: O QUE É A PRODUÇÃO INTEGRADA?
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:: IMPLEMENTAÇÃO DA PRODUÇÃO INTEGRADA

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:: PRODUTOS E SERVIÇOS NECESSÁRIOS À PRODUÇÃO INTEGRADA

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    :: FORMAÇÃO
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    :: QUADRO RESUMO: A IMPLEMENTAÇÃO DA PRODUÇÃO INTEGRADA
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PROTECÇÃO INTEGRADA E PRODUÇÃO INTEGRADA

Proteger as plantas, salvaguardando a manutenção dos recursos naturais, é uma necessidade fundamental numa agricultura que se quer moderna, equilibrada e competitiva.

A Indústria para a Protecção das Plantas apoia a prática de uma Agricultura Sustentável capaz de produzir alimentos de forma económica, ambiental e socialmente aceitável, preservando os recursos naturais para as futuras gerações .

A Missão dos membros associados da ANIPLA, Associação Nacional da Indústria para a Protecção das Plantas, é a de proporcionar tecnologias seguras e eficazes, colocando à disposição da agricultura soluções, economicamente viáveis, capazes de garantir o controlo dos inimigos das culturas, respeitando o Homem e o Ambiente.

Encorajamos a implementação da Produção Integrada enquanto sistema capaz de garantir a sustentabilidade da produção agrícola, a médio/longo prazo, através de uma gestão coordenada de todos os métodos disponíveis para proteger as culturas, incluindo a Protecção Integrada tal como esta foi definida no Código Internacional de Conduta da FAO sobre a Distribuição e Utilização dos Produtos Fitofarmacêuticos.

Cooperamos com parceiros importantes desenvolvendo e testando estratégias de Protecção Integrada, e participamos na formação dos principais intervenientes na área da Protecção das Plantas (distribuidores, técnicos e agricultores).

Continuamos a trabalhar de forma a atingir a utilização adequada, segura e eficaz, dos nossos produtos.

 
MEDIDAS AGRO-AMBIENTAIS EM PORTUGAL

A Agricultura Europeia foi, ao nível Comunitário nos últimos 40 anos, fortemente condicionada por políticas de natureza legislativa designadas, desde os anos 60, por PAC (Política Agrícola Comum) onde se instituiu e formalizou um conjunto de medidas para o Sector Agrícola em que as políticas de sustentação de preços e mercado adquiriram um carácter prioritário. Esta filosofia “proteccionista” do Mercado Agrícola Comunitário em relação ao Mercado Mundial foi, durante 40 anos, um forte incentivo aos aumentos de produção e produtividade, bem como à melhoria dos rendimentos dos agricultores. Porém, teve também algumas consequências negativas como a ineficiente distribuição dos recursos, o aumento dos excedentes agrícolas e os impactos ambientais negativos resultante do modelo produtivista implementado.

Consequência dos paradoxos desta política, a Comunidade implementou, em 1992, uma reforma da sua política agrícola cuja filosofia mais significativa foi a de reconhecer o carácter multifuncional da Agricultura Europeia, não se limitando a agricultura à sua função produtiva no sentido de produzir produtos transaccionáveis, mas também a produção de bens e serviços sociais e ambientais como a preservação da paisagem, do espaço rural e do ambiente. Serviços esses, pela sua importância social, deveriam ser remunerados. É neste contexto que surgem as medidas Agro-ambientais, conjunto de medidas com objectivo estruturante, de forma a fomentar e remunerar práticas e tecnologias menos penalizantes para o Ambiente (Reg. (CEE) Nº 2078/92) como a Protecção e Produção Integradas.

Em Portugal a implementação das Medidas Agro-Ambientais veio reforçar a tendência já existente, de adoptar métodos de produção alternativos e acelerar o desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável.

As Entidades Oficiais responsáveis pela implementação dos programas das Medidas Agro-Ambientais têm desenvolvido, junto dos agricultores, um conjunto de acções com vista à sua execução prática. Em Julho de 1995 foi publicado o Decreto-Lei nº180/95 onde são regulamentados os métodos de protecção das culturas, em especial a luta química aconselhada, protecção integrada e produção integrada

Das diversas Medidas Agro-Ambientais que integraram o II Quadro Comunitário de Apoio, a Protecção Integrada, foi o método mais adoptado pelos agricultores portugueses.

Como parceiro activo neste processo, que se pressupõe “integrado” a Indústria para a Protecção das Plantas constata com grande satisfação o enorme desenvolvimento que estas tecnologias de produção, ambientalmente sustentáveis têm revelado nos últimos anos com especial ênfase para o incremento nas práticas de Protecção Integrada.

Para a Indústria a implementação das Medidas Agro-Ambientais e os avultados montantes associados têm uma função estruturante fundamental no sentido do desenvolvimento sustentado da Agricultura Portuguesa. É neste contexto que a Indústria tem desenvolvido soluções fundamentais para a prática da Protecção e a Produção Integradas, contribuindo ao nível da Investigação, Desenvolvimento e Comercialização de produtos, técnicas e serviços apropriados para que a Agricultura Portuguesa concilie Ambiente e Mercado.
 
A PROTECÇÃO INTEGRADA E PRODUÇÃO INTEGRADA NO CONTEXTO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

 
O QUE É A PROTECÇÃO INTEGRADA?

A Indústria Fitofarmacêutica partilha a visão da Protecção Integrada tal como esta foi definida pelo Código Internacional de Conduta da FAO sobre Distribuição e Utilização de Pesticidas (Artigo 2):

“Um sistema de protecção contra os inimigos das culturas que, tomando em consideração as condições particulares do ambiente e da dinâmica das populações das espécies em questão, utiliza todos os meios e técnicas apropriados de modo tão compatível quanto possível, com o objectivo de manter as populações dos inimigos das culturas a um nível suficientemente baixo, para que os prejuízos ocasionados sejam economicamente toleráveis."

Para os agricultores, a Protecção Integrada representa a melhor combinação dos meios culturais, biológicos e químicos, de forma a optimizar a relação custo/benefício utilizando métodos de gestão dos problemas fitossanitários de forma ambiental e socialmente aceitáveis .

O desenvolvimento da PI deverá ter um carácter multifuncional envolvendo todos os agentes da fileira produtiva, nomeadamente empresas de produtos fitossanitários, distribuidores, agricultores e suas associações, técnicos, universidades, grande distribuição..., cabendo no entanto aos agricultores o papel fundamental da sua implementação. A sua adopção dependerá das mais valias para todos os intervenientes na fileira de produção de alimentos, nomeadamente como forma de diferenciação das produções.

 

 
COMPONENTES BÁSICOS DE UM PROGRAMA DE PROTECÇÃO INTEGRADA

A Protecção Integrada fundamenta-se em três áreas de competência: Prevenção, Observação e Intervenção.

 
   
Localização   Monitorização da cultura   Controlo físico e cultural
Rotação da cultura   Sistemas de apoio à   Controlo biotécnico
Tipo de culturas     decisão   Controlo biológico
Melhoramento plantas   Gestão integrada da   Controlo químico
Hospedeiros     exploração      
Fertilização            
Irrigação            
Gestão ambiental            
Culturas barreira            
Colheita e armazenamento            
               
 
O QUE É A PRODUÇÃO INTEGRADA?

A Produção Integrada foi desenvolvida como um sistema de agricultura capaz de satisfazer as exigências de sustentabilidade a longo prazo. É uma estratégia global que envolve uma gestão rentável das culturas, respeitando as condições ambientais, climáticas e económicas. Protege os recursos naturais a longo prazo. Inclui práticas que evitam excedentes, aumentam eficiência energética e minimizam a poluição. A Produção Integrada não é uma forma rígida de produção agrícola, mas sim um sistema dinâmico que adapta e integra experiências anteriores bem como a mais recente evolução da investigação e tecnologia.

Para a prática da Produção Integrada existe um conjunto de elementos-chave que permitem estabelecer o equilíbrio entre a produção económica e a responsabilidade ambiental:
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
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