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PAPEL DA INDÚSTRIA FITOFARMACÊUTICA NA QUALIDADE E SEGURANÇA ALIMENTAR
       

As actuais preocupações Ambientais alertaram os cidadãos para a necessidade de mais e melhor informação sobre tudo o que os rodeia. Muito concretamente no que diz respeito ao nosso Sector, é visível a crescente exigência dos Consumidores em relação à segurança dos alimentos versus a utilização de produtos fitofarmacêuticos.

Quando nós pensamos na alimentação, as nossas percepções são inconscientemente influenciadas por uma série de valores de ordem ecológica, psicológica, política, ou social. A ansiedade pública sobre o efeito dos produtos fitofarmacêuticos na segurança e qualidade dos alimentos é frequentemente o resultado de um grande desconhecimento sobre as funções que este tipo de produtos desempenham na agricultura.  

É frequente duvidar-se da qualidade dos alimentos tratados com produtos fitofarmacêuticos, no entanto a verdade é que estes produtos não só contribuem para  um aumento da quantidade de alimentos, como têm um papel fundamental  na garantia da sua qualidade.

A utilização dos produtos fitofarmacêuticos na agricultura torna possível rentabilizar as produções agrícolas, através da redução dos prejuízos, permitindo que muitos milhares de hectares se preservem como habitats naturais e garantindo a salvaguarda da biodiversidade.  Estes produtos são também essenciais para preservar os alimentos de base durante o seu armazenamento. É preciso não esquecer que os “stocks” de produtos alimentares são condição prévia para assegurar um abastecimento regular de alimentos, que a preços estáveis contribuem para a segurança alimentar a nível mundial. É essencial que o crescente número de consumidores tenham acesso a uma vasta variedade de produtos de qualidade necessários a uma dieta alimentar equilibrada.

É ainda importante referir que a Indústria Fitofarmacêutica, é um dos sectores da economia portuguesa sujeita a legislação específica e rigorosa. Toda a legislação correspondente a este sector resulta da transposição das directivas europeias, com a devida adequação à legislação nacional. Em Portugal, à semelhança de todos os outros países da União Europeia, não se pode comercializar produtos fitofarmacêuticos que não tenham sido sujeitos a homologação nacional, isto é, que não tenham uma autorização de venda específica atribuída pelas autoridades portuguesas.

Os estudos efectuados para a sua homologação são cada vez mais exigentes na definição dos critérios de avaliação, nomeadamente ao nível da sua eficácia biológica, selectividade para as culturas, toxicologia, eco-toxicologia, comportamento no ambiente, resíduos e características físico-químicas. Cada vez mais a Indústria procura responder às necessidades de uma agricultura em evolução, e lidera esse processo, através da pesquisa de novos produtos e novas tecnologias, economicamente viáveis, capazes de garantir eficácia em relação aos inimigos das culturas, mas que ao mesmo tempo respeitam o Homem e o Ambiente.

 
 
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